Educar à maneira dinamarquesa
«Historicamente, as crianças têm sido vistas como mais pequenas e menos competentes do que os adultos e, por isso, acredita-se que devem obedecer aos adultos a todo o custo. É mais uma relação sujeito-objeto. Devido a estas crenças inconscientes, é fácil cair no hábito de gritar ou exigir, porque isso era o normal para muitos de nós quando estávamos a crescer.
A maneira dinamarquesa, por outro lado, baseia-se em ver as crianças como completamente competentes desde a mais tenra idade, e como indivíduos que precisam de ser ouvidos e incluídos nas conversas para que possam cooperar. Trata-se de uma relação sujeito-sujeito, e não de uma relação baseada no poder ("fazes o que eu digo porque eu tenho o poder"). Não há dúvida de que, como adultos, temos o poder, mas é a forma como utilizamos esse poder que importa. Os pais dinamarqueses sentem que têm a responsabilidade de utilizar o seu poder de forma responsável, tratando as crianças como seres de igual dignidade e não como objetos. Este é um ciclo de respeito que se repercute em si.»
Alexander, J. J. (2025). Educar à Maneira Dinamarquesa (p. 18). Lisboa: Arena.



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